Espiritual 2018

In the last two years, I have written over thirty songs, only fifteen of which have made their way onto my eighth album of original songs, “Espiritual’. These have been two years of intense, almost daily, recording sessions with Comité Caviar. At BoomStudios, under the immaculate guiding hand of João Bessa, who co-produced with me, the album first took shape, then form, and finally, identity. It offers a set of songs that, like any other, will only come fully to life when performed on stage, in the presence and with the complicity of the audience. Although marked by fine attention to detail throughout, ‘Espiritual’ is anchored, above all, in its literary construction. In these fleeting times of ephemeral attentions, I try to ensure my roots drink deeply from all worlds: the inner and any others revealed to my senses.

Pedro Abrunhosa

Porto, 14.10.18  


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1. Vamos Levantar Voo

Espiritual – Vamos Levantar Voo

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Vamos levantar voo,
Nesta noite sem rede,
Minha chuva de Outono,
Minha terra com sede.
Vamos ser reis sem trono,
Um vai-vem de abandono,
Uma Paz sem retorno,
Vamos levantar voo,
Longe das trevas,
Na voz das pedras,
Vamos levantar voo.


Vamos levantar voo,
Nesta noite abraçados,
Um trapézio no fogo,
Num balanço arriscado.
Vamos trocar o jogo,
Entre pássaro e lobo,
Entre Rainha e Bobo,
Vamos levantar voo,
Longe das trevas,
Na voz das pedras,
Vamos levantar voo.


E sem destino
Cai o raio no granito,
No divino,
Se couber dentro de ti.
E sem certeza,
Temos pão e mesa posta
E isso basta,
O teu chão já mora aqui.
Não temos sono,
Não temos dono!
Vamos levantar voo.

Vamos levantar voo,
Dar o peito às balas,
Essa dor eu perdoo,
Tombar nas tuas asas.
Vamos nascer de novo,
Sem amarras nem porto,
Sem as garras do estorvo,
Vamos levantar voo,
Longe das trevas,
Na voz das pedras,
Vamos levantar voo,
Vamos levantar voo,
Vamos levantar voo.

2. Dor Sem Álibi

Dor Sem Álibi

com Ana Moura

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Vê,
Um quarto de lua,
Uma espada nua,
Uma mão de terra,
Coração de guerra
A bater por ti,
Dor sem álibi.
Rasga-me de luz,
Rouba-me da cruz,
Sombra de trovão,
Pássaro de mão
A palpitar por ti,
Dor sem álibi.

Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quando a noite vem,
Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quantos beijos tem.

Vê,
Diz que eu morri
Em batalhas por aí,
Encontrei-me só,
Bebi chuva com pó,
Vinho nunca vi,
Dor sem álibi.
A rua parou,
Há neve e não nevou,
Como um principezinho
Tão sério e sozinho,
Por favor sorri,
Dor sem álibi.

Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quando a noite vem,
Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quantos beijos tem.
Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quando a noite vem,
Beija-me outra vez,
Ninguém sabe quantos beijos tem.
Ninguém sabe quando a noite vem.

3. Amor em Tempo de Muros

Amor em Tempo de Muros

com Lila Downs

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)
Trad: Su Tejada
 
Partir é ferro que arde,
Sem que se parta a lembrança,
Que a mão esquerda te guarde
Enquanto a noite avança.
Eu hei-de voltar,
Prometo!
Se alguém perguntar,
Eu volto!
E se eu demorar,
Dá-me o teu beijo apertado
E que nos vejam dançar.
 
Ohohoh
Ohohoh
Somos do lado dos puros,          
Meu Amor,                              
Amor em tempo de muros.    

 
Préstame tus alas,
Siempre supiste volar,
Te doy mis ojos en brasa,
Los tuyos no han de llorar.
Yo he de traerte
El fuego.
He de liberarte,
Lo juro!
Y he de salvarte!
Dame tu beso callado,
De lejos voy a llegar.
 
Ohohoh
Ohohoh
Somos del lado de los puros,
Mi Amor,                                           
Amor en tiempo de muros.   
Ohohoh
Ohohoh
Son días oscuros,
Mi Amor,
Amor en tiempo de muros.

 
Andam cobras no caminho,
E das pedras do moinho,
Hicieron alta la muralla,
Batalla Dios para quedarse!

Ohohoh
Ohohoh
Somos do lado dos puros,
Meu Amor,                                     
Amor em tempo de muros.             
Ohohoh
Ohohoh
São dias escuros,    
Meu Amor,   
Amor em tempo de muros,                            
Somos do lado dos puros,               
Amor sem tempo e sem muros. 

4. Vem Ter Comigo Aos Aliados

Vem Ter Comigo Aos Aliados

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Aqui começa a terra prometida,
Podes entrar ou estar de saída,
É ainda cedo p’ra parar.
Teremos tempo p’ra dormir um dia,
Trocar o medo pela fantasia,
A vida não pode esperar.

Esta noite foge comigo,
Só no Amor somos sem-abrigo,
E este beijo é de amor antigo,
Fomos abençoados!
Este é o Porto de todos os barcos,
Chegam os loucos,
Voltam encantados,
E é por ti que o Douro canta Fados,
Vem ter comigo aos Aliados!


Em 5h vou de Norte a Sul,
O sangue de todos é o de cada um,
O meu é vermelho o teu é azul,
Hei-de te encontrar.
Estaremos vivos ao amanhecer,
Bebe da paz dos que não tem poder,
Esta é a luz dos que hão-de nascer,
E eu hei-de ajudar.

Esta noite foge comigo,
Só no Amor somos sem-abrigo,
E este beijo é de amor antigo,
Fomos abençoados!
Este é o Porto de todos os barcos,
Chegam os loucos,
Voltam encantados,
E é por ti que o Douro canta Fados,
Vem ter comigo aos Aliados!



Parecem dias de anunciação,
É o futuro que te agarra ao chão,
Balões de luz como no S. João,
Olha que o céu nos vê.
O teu corpo chama e o meu responde,
Talvez te Ame no meio da ponte,
Talvez me entregue com o calor de ontem,
Chegou a nossa vez.

Ohohoh,
A noite está a chegar,
Ohohoh,
Havemos de nos salvar!
Ohohoh,
A noite está a chegar,
Ohohoh,
Havemos de nos salvar!


Parecem dias de anunciação,
É o futuro que te agarra ao chão,
Balões de luz como no S. João,
Olha que o céu nos vê.

Ohohoh,
A noite está a chegar,
Ohohoh,
Havemos de nos salvar!
Ohohoh,
A noite está a chegar,
Ohohoh,
Havemos de nos salvar!

5. Se Tens De Partir Não Me Contes

Se Tens De Partir Não Me Contes

com Lucinda Williams

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)
Trad: Richard Zimler

Tonight you covered me in shadow
Then set my soul all aglow,
And roses flew from my heart.
Dançámos a valsa da vida,                 
Em lutas que o corpo pedia
Trouxeste-me o fogo perfeito.

Conta-me histórias,                
E entra     
Se vens para ficar.   
And while you’re here
Within me
Dream my pain away.

Hold me,                                      
Hold me,                                    
Stars are shining through,
Hold me,          
Hold me,    
I’m lost in love for you.  
   

Já fomos falésia e areia,            
Embala-me perto sereia,           
Canta baixinho p’ra mim.                  
Guard all you’ve vowed deep within
Till hope is tattooed on your skin
Daggers made silken by love.

Tell me your stories
And kiss me
If you intend to stay,
Enquanto demoras,                                      
Por dentro,                                       

Hold me,                                      
Hold me,                                    
Stars are shining through,
Hold me,          
Hold me,    
I’m lost in love for you.


Don’t tell me if you need to go
The night in my eyes will show
They hold two hidden rivers.
Se tens de partir não me contes,
Os olhos podem ser fontes,
Os meus dois rios vazios.

Conta-me histórias,
E entra
Se vens para ficar.
Enquanto demoras,
Por dentro,
Voamos devagar.

(Tell me your stories
And kiss me
If you intend to stay,
And while you’re here
Within me
Dream my pain away.)

Hold me,                                      
Hold me,                                      
Stars are shining through,         
Hold me,                                    
Hold me,                                    
I’m lost in love for you.     
       

Guarda-me
Hoje
Há estrelas a acender,
Leva-me
Longe,
Vens p’ra me perder.           

(Hold me,
Hold me,
Stars are shining through,   
Hold me,
Hold me, 
I’m lost in love for you.)     

6. Balada Descendente

Balada Descendente

com Carla Bruni

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)
Trad: Paulo Fernandes

Tenho um Anjo              
Que dorme no peito,
Cavalga sem receio,           
E espera
Que eu não hei-de tardar.

Et les rues,                           
L’annonce des cloches,
Des dieux qui nous rapprochent,
Au loin,
Enflamment le brouillard.          

Mon beau marin
Au corps libre,
Sans or ni argent,
Tu peux embarquer.


Et nous irons
Dans le feu, dans le froid,                
Ce fleuve de tes bras,         
Il y a des ports
De paix dans la tempête.

Tens o voo
Azul da gaivota,
Segredos de outra rota,
Há terra
Raizes e beiral.

Sou marinheiro
De corpo à solta,
Sem ouro nem dinheiro,
Podes embarcar.


Ela chegou
Falou da luz,
Marcou o chão,
Eu rendi-me,
Perdi-me em beijos de aparição,
Como um abraço de asa,
Cantou, voou, rezou, sorriu
E pediu-me:
‘Leva-me de volta a casa!’.

Mon beau marin
Au corps libre,
Sans or ni argent,
Tu peux embarquer.

7. Ainda Há Tempo

Ainda Há Tempo

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Vou de abalada
Põe o teu vestido azul,
Lua de prata
Tatuada em mares do sul.
Traz a coragem
Que o perfume faz de mim metade,
Esta lembrança
Não há distância que apague.

Ainda há tempo
P’ra mais um beijo,
Fazer a noite
De corpo inteiro.
A vida toda
Começa agora,
A luz de dentro
Vê-se por fora.


Vou pela sorte,
Buscar luz à sombra do chão,
Chorar a espera,
Amor que parte e outro não.
Quando voltar,
Ninguém me dê a beber do mal,
O meu nome é teu
Não tomarei anel igual.

Ainda há tempo
P’ra mais um beijo,
Fazer a noite
De corpo inteiro.
A vida toda
Começa agora,
A luz de dentro
Vê-se por fora.


Ainda havemos de encontrar
Uma estrada mais comprida,
Guarda-me em ti.
Fugir daqui.
E havemos de chegar
Não pelo fim, pela partida,
Longe daqui.

E ainda há tempo
P’ra mais um beijo,
Fazer a noite
De corpo inteiro.  x2
A vida toda
Começa agora,
A luz de dentro
Vê-se por fora.

8. Não Vás Embora Hoje

Não Vás Embora Hoje

com Elisa Rodrigues

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Posso ter um mapa                  
E querer estar perdido,
Chegar em primeiro
E continuar vencido,
Correr o mundo inteiro
Sem nunca ter ido,
Não encontrar abrigo.        
Pode o céu arder                    
E não estar atento,                  
A noite chegar                      
Com um frio dentro,                
Nunca levantar,    
Apesar do vento                
Se não voares comigo.

‘Abraça-me de terra
Com beijos de pecado,
Na Paz da tua guerra
Há balas que são de perdão
E tiros que mudam de lado’.            

Não vás embora hoje,
A noite é um céu aberto,
Amarra as tuas velas de ouro
No meu peito.


Posso ter loucura
Como coração,
Ver o horizonte
Preferir o chão,
Saber a resposta,
Não querer a razão,             
Se nunca é domingo.
Posso ter a arma
E não ter gatilho,
Disparar Amor                              
Sem fazer sarilho,                          
Escrever um drama
Que faça rastilho,
E ainda estar sozinho.

‘Abraça-me de terra
Com beijos de pecado,
Na Paz da tua guerra
Há balas que são de perdão
E tiros que mudam de lado’.

Não vás embora hoje,
A noite é um céu aberto,
Amarra as tuas velas de ouro
No meu peito.
Não temos muito tempo
P’ra fugir deste deserto,
Amarra as tuas velas de ouro
No meu peito.  


Pode a espada vir de frente
E o golpe ser de veludo,
De perdição.
Viver de um amor ausente,
Vir o barco de outro rumo,
Da Salvação.
Somos de um tempo diferente,
O teu verbo é o meu aprumo
De rendição.

Não vás embora hoje,
A noite é um céu aberto,
Amarra as tuas velas de ouro
No meu peito.
Não temos muito tempo
P’ra fugir deste deserto,
Amarra as tuas velas de ouro
No meu peito.

9. Salvação

Salvação

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Era um dia deserto
E o asfalto aberto
Pedia loucura.
O carro rolava
Numa pressa tão brava
Que parecia ternura.
Pela berma da estrada,
Uma história contada
Vem da encosta do Tejo.
Não há pinheiro-manso
Que dê sombra ou descanso
Para tanto desejo.

Mais um dia
De Salvação,
A noite acendia
Estrelas no chão,
O caminho que um faz sozinho
Dois fazem melhor.


Segue a rua destino,
Não há corpo sem hino
E o meu canta por ti.
Não precisas parar,
Não importa o lugar
E o nosso é aqui.
O motor que ecoa
E ao fundo Lisboa
A tornar-se miragem.
Um suspiro na A1
Que não trava nenhum
É Amor sem portagem.

Mais um dia
De Salvação,
A noite acendia
Estrelas no chão,
O caminho que um faz sozinho
Dois fazem melhor.


Enquanto temos tempo temos que o salvar,
Enquanto temos sangue temos um lugar,      
Enquanto temos luz temos que espreitar,       
P’ra fugir do chão.                                        
Enquanto temos terra temos um altar,
Enquanto temos fogo há que atravessar,
Enquanto temos paz, vamos devagar,
Correr contra a sorte.

Mais um dia
De Salvação,
A noite acendia
Estrelas no chão,
O caminho que um faz sozinho
Dois fazem melhor.

10. Leva-me Para Um Sítio Melhor

Leva-me Para Um Sítio Melhor

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Beijou-me na noite
Em rasgos de jasmim,
Pediu-me p’ra dançar
E eu disse que sim.
Era tarde de tão tarde
Quase a amanhecer:
'Aperta-te em mim
Tens tanto pr’a aprender!’
Nem paredes me prendiam
Nem o sol ardente,
Deixei-me então levar:
‘Contigo o mundo é tão diferente!’

Estrelas não faltaram
Onde as não havia,
Eu estava quase entre elas
E a terra tremia.
Do peito fiz um porto,
Neste chão de areia
Com o mar por testemunha
O céu de plateia,
Nem as mãos me seguravam,
Nem era aventura,
Eram beijos disfarçados
De guerra feita ternura.

E eu pedi-lhe:
‘Não procures
Quem já te encontrou!’
E ela disse:
‘Não te percas
De quem te salvou!’

Leva-me p’ra um sítio melhor,    
Que a noite se há-de compor,
Leva-me p’ra um sítio melhor,
Os anjos a nosso favor.


Quebrámos regras de ouro
Mesmo sem saber,
Bebemos mil venenos
Até a boca arder.
Roubámos ao futuro
Para dar ao presente,
Ela contou as minhas dores
Como se fosse vidente,
E dormimos essa noite
No calor do trigo,
Uma presa liberdade,
Uma luta sem inimigo.

Fumei da sua boca
Beijos de Aleluia,
Rezei no seu regaço
Que por mim se erguia,
Ela disse: ‘Este é o chão
Onde eu te vou perder!’
Eu entrei pelo portão
Sem nada mais querer.
E fomos céu do mundo,
E a paz do trovão,
Vestiu-se como Vénus,
Levou-me a solidão.

E eu pedi-lhe:
‘Não procures
Quem já te encontrou!’
E ela disse:
‘Não te percas
De quem te salvou!’

Leva-me p’ra um sítio melhor    
Que a noite se há-de compor,
Leva-me p’ra um sítio melhor,
Os anjos a nosso favor.


E eu pedi-lhe:
‘Não procures
Quem já te encontrou!’
E ela disse:
‘Não te percas
De quem te salvou!’

Leva-me p’ra um sítio melhor    
Que a noite se há-de compor,  x2
Leva-me p’ra um sítio melhor,
Os anjos a nosso favor.
Leva-me p’ra um sítio melhor,
Leva-me p’ra um sítio melhor,
Que a noite se há-de compor.

11. Pode Acontecer

Pode Acontecer

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Antes
Que a porta se abra,
Que o cálice se parta,
Bebo do tempo que ele tem.
Dorme
Meu corpo sem leme,
A terra que treme
De vontade
E dor também.
 
Antes
Que me falte a estrada,
Que a coragem arda,
Dos teus olhos me encandeio.
Luz,
Que do peito salta,
Do pulso que falta,
No teu nome me incendeio.

Amanhã,
Haja o que houver,
Pode acontecer
Eu ficar p’ra trás.
Amanhã,
Vais prometer,
Pode acontecer
E vais ser capaz.


Chão de dentro,
De Amor lento,
Aperta-me perto do fim,
Espera por mim,
Eu hei-de chegar.

Amanhã,
Haja o que houver,
Pode acontecer
Eu ficar p’ra trás.         x2
Amanhã,
Vais prometer,
Pode acontecer,
E vais ser capaz.

12. É O Diabo

É O Diabo

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Eu,
Sou dono disto tudo,
Um diabo de veludo,
Cocktail e V.I.P.
Hmm,
Na volta sou divino,
Se pagar fazes o pino,
Sou Diabo travesti.

É o Diabo, O Diabo…
Sou tão bom,               
Tão, tão bom!


Eu,
Estrela ascendente,
Caridoso, inteligente,
Galã de televisão.
Tenho
Um saco de ministros,
O poder é onde invisto,
Podes estender a mão.

É melhor esperar sentado,
É melhor estar preparado
P’ró que der e vier.
Pode cair o tecto,
É melhor estar quieto,
Vais querer e não ter.

É o Diabo, O Diabo…
Sou tão bom,  x2
Tão, tão bom!


Espelho,
Está aqui um gajo bonito!
Ah, sou eu! Não acredito!
Põe a câmara a gravar!
O medo
É cena que não me assiste,
Vou entrar de cheque em riste,
Beija a mão e vem buscar.
Comigo
À porta ninguém fica,
De Cascais à Caparica,
Só ganha quem apostar.
É entrar!
Põe aqui a vida toda,
O dinheiro a andar à roda
Voa abaixo do radar.

É melhor esperar sentado,
É melhor estar preparado
P’ró que der e vier.
Pode cair o tecto,
É melhor estar quieto,
Vais querer e não ter.

É o Diabo, O Diabo…
Sou tão bom,  x2
Tão, tão bom!


‘(…)Se és filho de Deus
Diz para que estas pedras
se transformem em pães. (…)’(1)
‘(…)Dar-te-ei todas estas coisas
Se caíres ao chão
E te prostrares diante de mim.(..)’(2)

É o Diabo, O Diabo…
Sou tão bom,  x2
Tão, tão bom!


(1) 'Bíblia’, S. Mateus, 4:3, tradução de Frederico Lourenço, Quetzal, Lisboa, 2016

(2) 'Bíblia’, S. Mateus, 4:9, tradução de Frederico Lourenço, Quetzal, Lisboa, 2016

13. Dizes Que Gostas de Mim

Dizes Que Gostas de Mim

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Dizes que gostas de mim,
Que me amas assim,
Que vais para onde eu for,
Que só queres o meu melhor,
Que me bates por amor,
Dizes que gostas de mim.

Dizes que gostas de mim
Que não chegámos ao fim,
Que eu ando desastrada,
Foi o degrau da escada,
Não a tua mão fechada,
Dizes que gostas de mim.

Eu vim p’ra te dizer,
Voltei a ser quem eu me lembro,
Ser livre em Setembro,
Sou dona do meu corpo,
Antes vivo que morto,
Não gostes mais de mim,
E foi p’ra isso que eu vim,
Não gostes mais de mim.


Dizes que gostas de mim,
Que este vestido, enfim..,
Que sou tua metade
Mesmo contra vontade,
Me dás muita liberdade,
Dizes que gostas de mim.

Dizes que gostas de mim,
Que sou flor do teu jardim,
Não me vais deixar partir,
Que eu não devo estar a ouvir,
So há entrar e não sair,
Dizes que gostas de mim.

Eu vim para te ver,
Para olhar-te cara a cara,
E na minha repara
Que a coragem também chora,
Que eu hoje vou embora,
E foi p’ra isso que eu vim,
Não gostes mais de mim,
Não gostes mais de mim.

Não gostes mais de mim,
Não gostes mais de mim,
E foi p’ra isso que eu vim,
Não gostes mais de mim!

14. Porque É Que Não Fui Eu

Porque É Que Não Fui Eu

com Ney Matogrosso

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Caem anjos na praia porque há lobos no mar,
São tantos os que nunca hão-de chegar,
Trazem pombas nos olhos e uma vida de pó,
Tão perto, tão perto e tão sós.

Uhhuhhuhh,
Meu Deus, meu Deus,  x2
Porque é que não fui eu?   


Prende-me em ti, como se fosses meu Pai,
Abraça-me que sei para onde vais,
Neste barco sem proa somos peso demais,
Tão perto, na sorte iguais.

Uhhuhhuhh,
Meu Deus, meu Deus,  x2
Porque é que não fui eu?


‘Eu hei-de ter a Salvação,
Um beijo meu é beijo de chão,
Eu hei-de ser a mão na mão,
Eu também sou pequenino,
Vem ao meu colo menino.’

‘De onde vens pequeno Aylan,
Para ti já é noite para mim é manhã
É tempo de vires pequeno Aylan
De onde vens não veio amanhã.’

Uhhuhhuhh,
Meu Deus, meu Deus,  x4
Porque é que não fui eu?

15. Meu Querido Filho, Tão Tarde Que É

Meu Querido Filho, Tão Tarde Que É

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Meu Querido Filho,
Tão tarde que é,
Há fogo no monte
Que acende o da Fé,
Meu Querido Filho,
Tão tarde que é.
 
Dorme no seu berço
Já o teu menino,
Talvez a sonhar:
‘Pai, foge ao destino!’,
Dorme no seu berço
Já o teu menino.
 
Chama por mim
Lá da porta do Céu,
Nada cala a dor
D’uma Mãe que perdeu..
Ninguém sabe do Amor        
Da Mãe que te nasceu.

 
Meu Querido Filho,
Tão forte o teu braço,
Abre caminho
De volta ao regaço,
Meu Querido Filho,
Tão forte é o teu braço.
 
Não vejo o uniforme
Nem o teu machado,
Só Ais de outras Mães
Todas em cuidado,
Não vejo o uniforme
Nem o teu machado.
 
Chama por mim
Lá da porta do Céu,
Nada cala a dor
D’uma Mãe que perdeu..
Ninguém sabe do Amor        
Da Mãe que te nasceu,
Nada cala a dor
D’uma Mãe que perdeu,
Ninguém sabe do Amor
Da Mãe que te nasceu.

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