09. JÁ NÃO ESTAMOS SÓS

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Venho de longe
Trago um mundo p'ra contar,
Dentro dos sonhos
A pele dum homem sem lugar,
Venho da terra
E à terra hei-de voltar.
Fiz esta estrada
Com o ouro dos meus dedos,
Anéis, papéis, vendi,
Ninguém me quis comprar os medos
Venho do fundo
P'ra lá não hei-de voltar.

Não há saudade
Se morre o fruto na raiz,
Nem liberdade
Num destino que não quis,
Sou só um homem com razão,
Que construiu o próprio chão,
Na mão direita ou na esquerda
Ambas têm a mesma guerra,
E eu e tu, e tu e eu

Já não estamos sós,
Não estamos sós,
Já não estamos sós,
E há um Anjo por quem cai,
Ninguém fica para trás.

Venho do tempo,
A minha casa
É o meu peito.
As tatuagens, cicatrizes
Dos meus feitos,
Venho da sombra
Mas p'ra luz hei-de voltar.
Trago mil homens
E a força da loucura,
Somos caminho
Que só encontra
Quem procura,
Vimos da Cruz
P'ra lá não vamos voltar.

Não há saudade
Se morre o fruto na raiz,
Nem liberdade
Num destino que não quis,
Sou só um homem com razão,
Que construiu o próprio chão,
Na mão direita ou na esquerda
Ambas têm a mesma guerra,
E eu e tu, e tu e eu

Já não estamos sós,
Não estamos sós,
Já não estamos sós,
E há um Anjo por quem cai,
Ninguém fica para trás.

Não há saudade
Se morre o fruto na raiz,
Nem liberdade
Num destino que não quis,
Sou só um homem com razão,
Que construiu o próprio chão,
Na mão direita ou na esquerda
Ambas têm a mesma guerra,
E eu e tu, e tu e eu

Já não estamos sós,
Não estamos sós,
Já não estamos sós,
E há um Anjo por quem cai,
Ninguém fica para trás.
Não estamos sós
Já não estamos sós
E há um Anjo por quem cai,
Ninguém fica para trás.
Porque já não estamos sós.