02. ENTRE A ESPADA E A PAREDE

Estás tão perdido agora,
Tens um caminho mas preferes estar fora
Parecia fácil mas os dias não têm rede,
Diz como te sentes entre a espada e a parede.
 
Entre a espada e a parede.
Um dia o céu,
Noutro dia o chão,
Dizes para ti: “Melhores dias virão”.
Um shot, dois shots, nada mata a sede,
Então como te sentes entre a espada e a parede.
 
Perdeste o tempo de voltar atrás,
Sabes de cor como isso se faz,
Deixas o corpo onde o amor se perde,
E tens tanto à aprender
Entre a espada e a parede
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede,
Entre a espada e a parede.
 
Uma sala cheia de paredes vazias,
E uivam sirenes, mas isso já não ouvias.
O asfalto grita alto um nome que te persegue,
Diz como te sentes entre a espada e a parede.
Repetes cantigas, tropeças passos de dança,
Apagas o cigarro enquanto a rua balança,
E pedes a alguém que te ame, que te leve,
Então como te sentes entre a espada e a parede.
 
Perdeste o tempo de voltar atrás,
Sabes de cor como isso se faz,
Deixas o corpo onde o amor se perde,
E tens tanto à aprender
Entre a espada e a parede
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede,
Entre a espada e a parede.
 
Não conheces quem te abraça
Nem quem te escava o chão,
 
E tanta gente em fuga a esconder a solidão.
Hoje vais voar na noite como a tua alma pede,
Então como te sentes entre a espada e a parede.
 
Entre a espada e a parede
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede
Entre a espada e a parede
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede
É onde a vida se perde
Entre a espada e a parede
Ainda sabes o teu nome
É onde o corpo mata a sede
Onde a estrada se perde
É entre a espada e a parede
Onde o corpo mata a sede...